segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

UMA PALAVRA AOS JOVENS - Parte II

LEMBRE-SE DO SEU CRIADOR

. . Conhecendo algo da brevidade da vida, “Como então viveremos?”. O escritor de Eclesiastes responde a esta pergunta para nós na forma de uma ordem: “


“Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude...” (Eclesiastes 12: 1).

. . A palavra “lembrar” vem do hebreu “zakar” que significa chamar ou trazer à memória. Esta ordem de lembrar-se de Deus é mais que uma lembrança casual que há um Deus. Ela significa mais do que simplesmente curvar a sua cabeça cada vez que você passa pela igreja. Não é uma ordem cumprida simplesmente indo à igreja cada vez que as portas se abrem. É uma ordem radical e transformadora de vida para conhecermos e entendermos o Deus das Escrituras, reconhecermos a sua soberania em todas as coisas, buscarmos a sua glória em todas as coisas, e esforçarmo-nos para obedecer Ele em todas as coisas.

. . A grande importância desta ordem fica clara quando você se lembra que vocês são constantemente bombardeados com distrações temporais projetadas para fazê-lo esquecer do valor de Deus e dos prazeres da Sua vontade. A menos que você proponha o seu coração a lembrar-se de Deus e usar cada meio a sua disposição para permanecer fiel àquele propósito, você cairá em vaidade e a sua vida será desperdiçada! Considere cuidadosamente o que escrevi. Não estou pedindo que você simplesmente concorde comigo. Estou suplicando para que você PROPONHA em seu coração fixar os seus olhos em Deus como se a sua vida dependesse disso (porque depende) e a ativamente, agressivamente, até violentamente (Mateus 11.12) procurar e usar cada meio ao seu alcance para impedir ser distraído e cair na vaidade desta geração perversa!

. . É importante observar que o pregador de Eclesiastes não só nos ordena a lembrarmos de Deus, mas ele nos diz o tempo mais conveniente para fazer isto - os dias da nossa juventude. Não é bom preparar-se para uma batalha no fim da batalha, ou esperar até a última volta da corrida para amarrar o seu tênis. Do mesmo modo, é uma idéia ridícula (encontrada na cabeça de muitos jovens) que devemos adiar viver para Deus até o fim da vida e geralmente depois que boa parte da vida foi desperdiçada. Não seja como o filho pródigo que “caiu em si” só depois de desperdiçar a sua fortuna e a força da sua juventude. Caia em si nos dias do início da sua vida. Estabeleça o seu coração para buscar a Deus agora - para conhecê-Lo, adorá-Lo, servi-Lo, e alegrar-se na bondade dEle. Como alguém mais velho do que você, como um embaixador para Cristo, como se Deus mesmo fizesse um apelo através de mim, peço-o em nome Cristo, não desperdice a sua vida.



“Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão,
e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz?
Escutem, escutem-me, e comam o que é bom,
e a alma de vocês se deliciará com a mais fina refeição.”


(Isaias 55:2; NVI).



- Paul Washer

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

UMA PALAVRA AOS JOVENS - parte I

LEMBRE-SE DA BREVIDADE DA VIDA


. . O primeiro homem foi criado à imagem de Deus. Se ele tivesse se submetido à vontade de Deus, ele teria sido imortal. Ele passaria pelos anos da sua interminável existência de força a força, sem deterioração ou decadência. A passagem do tempo o teria levado a maiores níveis de maturidade, contentamento, e alegria. Sua existência teria abundado com propósitos e glória.

. . Com o advento do pecado, tudo foi perdido, e a existência dos homens tornou-se tragicamente distorcida e deformada acima de reconhecimento. O homem ficou um mortal de breve duração, cansaços, e futilidades. Ele agora vive a sua vida até que toda a sua vitalidade é esgotada, todos os seus propósitos são demolidos, e o corpo finalmente volta ao pó do qual ele veio. Não é sem razão que o pregador grita, “Vaidade de vaidades! Tudo é a vaidade” (Eclesiastes 1:2).

. . Como um moço ou moça, você deve constantemente lutar contra a tentação de esquecer-se da brevidade da vida e da vaidade, até da vida mais longa, vivida fora da vontade de Deus. Você deve aprender das Sagradas Escrituras que a sua vida é menos que um vapor. Você deve ficar convencido desta verdade, e, então, você deve estabelecê-la diante de você como um lembrete constante. Você é mortal e os seus dias são numerados!





“Quanto ao homem, os seus dias são como a erva,
como a flor do campo assim floresce.
Passando por ela o vento, logo se vai,
e o seu lugar não será mais conhecido.”


(Salmo 103: 15, 16; ACF).




“Vocês são como a neblina que aparece
por um pouco de tempo e depois se dissipa.”


(Tiago 4: 14; NVI).



. . Você sabe que a Bíblia é verdadeira. Você sabe que a morte é uma certeza para você. Cada lápide e elegia testemunha a realidade inescapável que você vai morrer. E mesmo assim, como é que você tão rapidamente se esquece e se entrega às vaidades passageiras desta vida? É porque você é rodeado por uma cultura que faz tudo ao seu alcance para evitar algum pensamento sobre o fim de vida. É porque o deus deste século trabalha com toda a sua astúcia para mantê-lo entretido e distraído. É porque, embora você tenha sido remido, você ainda vive em um corpo da carne, decaído, que corre para tudo que é carnal e temporal. Conhecendo essas coisas, você faria bem em memorizar e orar muito a oração de Davi no Salmo 39: 4:





“Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida
e o número dos meus dias,
para que eu saiba quão frágil sou.” (NVI)




. . Manter a sua mortalidade na frente de seus pensamentos não tem como objetivo ser mórbido ou se lamentar como aqueles que não têm nenhuma esperança, mas compeli-lo a esperar em Cristo somente e dar-se de todo coração à Sua vontade para sua vida. Só em Cristo a sepultura é consumida pela vitória, e a futilidade temporal substituída pelo propósito eterno e glorioso de Deus para você.



- Paul Washer

sábado, 10 de outubro de 2009

A PLENA SATISFAÇÃO






Por Charles Spurgeon



Não ousamos confiar em nossas próprias obras, nem temos o desejo ou a necessidade de fazê-lo, pois nosso Senhor Jesus nos salvou para sempre.

“Nossa alegria é esta, o testemunho de nossa consciência, que em simplicidade e piedosa sinceridade, não com sabedoria carnal, mas pela graça de Deus, temos nossa conversa no mundo”. O cristão precisa manter uma ininterrupta comunhão com Jesus, o Senhor, para poder ser um bom soldado de Cristo. Quando sua comunhão é interrompida, sua satisfação desaparece. Quando Jesus está dentro de nós, ficamos interiormente satisfeitos, o que não acontece de outro modo. Quando mantemos nossa comunhão com Ele = e esta pode ser dia a dia, mês a mês, ano a ano (e jamais deveria ser desfeita) = neste caso nossa satisfação vai prosseguir com a alma sentindo-se plena da bênção, que somente Deus pode outorgar. Se pelo Espírito Santo podemos ser abundantes em labor e ter paciência no sofrimento - se, numa palavra nos resignamos totalmente a Deus, encontramos a plenitude de Sua graça colocada em nós.

Um inimigo comparou alguns de nós com vasos quebrados e devemos aceitar humildemente esta descrição. Achamos difícil reter as coisas boas - elas escoam dos nossos jarros rachados. Mas, vou dizer como vasos quebrados podem ser conservados e continuar totalmente cheios. Pois, mesmo estando rachados e quebrados, quando habitamos no amor de Cristo, estaremos cheios de sua plenitude. Esta experiência é possível!

Devemos ser imersos no mais profundo mar da Divindade, a fim de nos perdermos em sua imensidão. Em seguida, ficaremos cheios, até o transbordamento, conforme diz o salmista: “O meu cálice transborda”. O homem que anda nos caminhos de Deus, descansando obediente e totalmente em Cristo, buscando todos os Seus suprimentos, com uma eterna e grande profundidade - esse homem fica cheio de tudo que escolhe para si mesmo! Ele ficará cheio daquelas coisas que são sua delícia e desejo diários.

Ora, o crente fiel pode ficar cheio, pois ele tem a eternidade para enchê-lo. O Senhor nos tem amado com amor eterno, por toda a eternidade. “Os montes passarão, os morros serão removidos, mas a minha aliança não te abandonará”. Na eternidade vindoura ele tem o infinito, sim o infinito, pois o Pai é o seu Pai, o Filho é o seu Salvador e o Espírito de Deus habita dentro dele. a Trindade pode plenificar o coração do homem. O crente tem a Onipotência a enchê-lo, pois todo poder foi dado a Cristo e deste poder Cristo nos dará, conforme necessitarmos. Vivendo em Cristo e dEle dependendo no dia a dia, Amado, teremos paz com Deus, a paz que excede todo entendimento. Que possamos gozar esta paz e magnificar, para sempre, o nome de nosso Senhor, Amém



FONTE: http://www.armandomarcos.blogspot.com/; trecho final do sermão How a Man's Conduct Comes Home to Him

Tradução: Mary Schultze

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A história do homem que quase foi

Até o ateu é religioso. Já pensou nisso? Todos temos alguma espécie de religião. Todos cultuamos deuses, quer sejam figuras do mundo exterior quer sejam deuses do nosso próprio coração. Todos queremos realizar alguma coisa que redima a vida, que dê sentido à vida, que dê segurança à vida. Alguns querem dinheiro a fim de obter poder ou prazer; outros querem amor a fim de experimentar um sentimento de valor; outros desejam conhecimento a fim de ser bem-sucedidos e alcançar reconhecimento. Não levando em conta o objetivo de cada um, uma coisa é certa: todos temos a mesma motivação: somos seres religiosos em busca de um deus.


A Bíblia fala de uma pessoa que era como nós, e que quase conheceu a Deus: LUCAS 18:18 23.



1. UMA PESSOA QUASE BOA


Um homem de posição se aproximou de Jesus, querendo saber sobre a vida eterna, e disse: " Bom Mestre . . .". A resposta de Jesus identificou o seu problema básico esse homem cria na condição boa de todo ser humano. Por que eu digo condição boa? Porque a natureza original do homem era boa, mas por causa do pecado a sua condição não permaneceu assim. Hoje o ser humano é decaído, e isso é mau. Jesus sabia que a condição humana era essa, a de um ser criado por Deus, mas separado dEle por uma escolha moral e, entretanto, em busca de alguém ou algo que o preencha. Por isso Jesus lhe perguntou: "Porque me chamas bom?" Ora, se eu não creio que Deus existe, e que Ele é bom, então passo a pensar que algo ou alguém possa ser bom. Quer eu eleja a mim mesmo como bom quer escolha a outra pessoa quer alguma coisa, estou promovendo a minha própria religião em rebelião contra Deus. Era isso que Jesus queria que aquele homem entendesse: que uma observação do mundo demonstra que a maldade existe e impera, e que, se alguém quer conhecer o bem, tem se aproximar de Jesus crendo que Ele é Deus, e que Deus é bom.



2. UMA PESSOA QUASE JUSTA


Quando Jesus perguntou sobre a vida religiosa do " homem quase bom", ele respondeu que sabia os mandamentos: "nao adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e tua mae . . ." e ainda acrescentou que tudo isso tinha observado desde a infância. A razão pela qual Jesus perguntou lhe isso foi para demonstrar que a justiça humana se baseia numa falsa religião. Jesus lhe perguntou sobre os mandamentos referentes aos relacionamentos humanos, ou sejam, os frutos de uma vida justa, a fim de que ele enxergasse a injustiça do coração humano. As raízes da religião aplicada aos relacionamentos humanos estão no relacionamento com Deus: "não terás outros deuses. . . porque Eu Sou o Senhor teu Deus..." Não havia possibilidade de que esse homem tivesse sequer cumprido os mandamentos relacionais. Ele não era bom o suficiente para nunca ter adulterado no coração, nem odiado (o que é o mesmo que matar), nem usufruído o que não era seu sem o consentimento do outro (o que é comprovado nos jogos de poder emocional dos relacionamentos), nem faltado com a verdade, nem desonrado pai e mãe. Ele era uma pessoa quase justa, mas não segundo a justiça de Deus.



3. UMA PESSOA QUASE SATISFEITA


O que faltava para o homem quase bom e quase justo? Jesus lhe disse: "Uma coisa te falta:" Faltava o amor a Deus acima de todas as coisas a ponto de considerar tudo o mais sem valor para realizar a verdadeira "redenção". Deus é bom, e Sua justiça em Jesus Cristo nos alcança em graça, mediante a fé. Isso é demonstrado unicamente pelo abandono da fé na falsa religião humana (própria ou das seitas) e pela disposição para seguir a Cristo.



Vender tudo e dar aos pobres não era o grande ponto de Jesus, mas seguí-Lo. Contudo, Jesus fez ver ao moço quase justo e bom que sua quase bondade e quase justiça não lhe davam a alegria da fé.

"Vem e segue me", disse Jesus. É daí que vem a satisfação da vida, de crer em Deus e em Sua bondade e justiça, e amar mais ao Seu Cristo do que a qualquer outro valor externo ou interno.



Quando se descobre o amor de Deus e Sua justiça, e se dispõe a segui Lo, a pessoa encontra o verdadeiro sentido da bondade e da justiça, e recebe de Deus a alegria de viver.

Wadislau Martins Gomes

O QUE FAZER QUANDO NÃO SE SABE O QUE FAZER

O rei Josafá está encurralado por adversários medonhos e insolentes. Uma grande multidão, fortemente armada estava pronta para atacar Jerusalém. Não dava tempo para reagir nem Josafá tinha recursos para resistir àquele aparato militar que pretendia varrer Jerusalém do mapa. Ao saber da tragédia, humanamente irremediável, Josafá teve medo e pôs-se a buscar o Senhor, convocando a nação para orar e jejuar. Em sua oração, o rei disse: "Ah! Nosso Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti" (2Cr 20.12). Diante da situação tão desesperadora, Josafá admite sua incapacidade; reconhece que não sabe o que fazer, mas põe os seus olhos em Deus. Desse episódio podemos tirar quatro lições:

1. Quando você não souber o que fazer, busque a Deus em oração e jejum (2Cr 20.3) -
Há momentos em que os problemas vêm sobre nós como uma torrente caudalosa, como uma avalanche avassaladora, como um terremoto assustador. Nessas horas, nossos recursos são absolutamente insuficientes para enfrentarmos a situação e nada podemos fazer senão recorrermos ao Deus do céu, e clamar por sua ajuda e socorro. A oração e o jejum são recursos sobrenaturais, são armas espirituais à disposição do povo de Deus. Quando agimos por nossa própria destreza e fiados em nossos próprios recursos, ficamos sujeitos a derrotas acachapantes. Mas, quando buscamos a Deus em oração e nos humilhamos sob sua onipotente mão, então, seu braço onipotente sai em nossa defesa e nos concede vitória.

2. Quando você não souber o que fazer, confie nas promessas de Deus (2Cr 20.4-12) -
Não basta orar, precisamos orar como convém. Não basta pedir, precisamos conhecer aquele a quem pedimos. Josafá reconhece que Deus é o soberano Senhor nos céus e domina sobre todos os reinos da terra. Ele ora consciente de que nas mãos de Deus estão toda força e poder e não há quem lhe possa resistir. Quando compreendemos a grandeza de Deus, nossos grandes problemas se apequenam. Mas, Josafá deu um passo além em sua oração: ele fulcrou sua súplica nas promessas de Deus. Ao mesmo tempo em que buscou a Deus em oração, abriu as Escrituras para orar e fundamentar sua petição no alicerce firme das promessas de Deus. Oramos com eficácia quando ancoramos nossas petições nas promessas daquele que tem zelo pela sua Palavra e fidelidade em cumpri-la.

3. Quando você não souber o que fazer, ouça e obedeça a Palavra de Deus (2Cr 20.13-19) -
Quando todos os homens, mulheres e crianças se reuniram para falar com Deus em oração, Deus se manifestou e falou com eles, trazendo-lhes sua Palavra. Por intermédio da oração falamos com Deus; por meio da Palavra Deus fala conosco. A Palavra divina que veio ao povo encorajou-o a não olhar para as circunstâncias e não temer as ameaças do inimigo. Deus lhes acalmou o coração dizendo que pelejaria por eles e lhes daria a vitória. A Palavra gerou fé no coração deles e tirou seus olhos do problema para colocá-los no Deus que está acima e no controle da situação.

4. Quando você não souber o que fazer, louve a Deus com confiança (2Cr 20.20-30) -
Quando o povo ouviu a voz de Deus, o medo foi substituído pelo louvor. Eles enfrentaram os exércitos inimigos não com armas carnais, mas com louvor. Eles não louvaram depois que o inimigo foi derrotado; louvaram para derrotar o inimigo. O louvor não é apenas conseqüência da vitória, mas é a causa da vitória. "Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscada contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados" (2Cr 20.22). O louvor é o brado de triunfo dos filhos de Deus no campo de batalha. Quando os problemas parecerem insolúveis, faça o que fez Josafá: ore, jejue, obedeça, e louve ao Senhor, e o inimigo será desbaratado.

Rev. Hernandes Dias Lopes