quarta-feira, 2 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Música Faz um milagre em mim

Alguns internautas têm me instigado a analisar a composição “Faz um milagre em mim”. Eu vinha evitando fazer isso, a fim de não provocar a ira dos fãs do cantor que interpreta esse hit “evangélico”. Afinal, vivemos em uma época em que dar uma opinião à luz da Bíblia desperta a fúria daqueles que dizem ser servos de Deus, mas são, na verdade, fãs, fanáticos e cristãos nominais.
Resolvi, pois, atender os irmãos que desejam obter um esclarecimento quanto ao conteúdo da canção mais cantada pelo povo evangélico na atualidade, a qual começa assim: “Como Zaqueu, eu quero subir o mais alto que eu puder”.
Primeira pergunta para reflexão: Zaqueu, quando subiu na figueira, era um seguidor de Jesus, um verdadeiro adorador? Não. Ele era um chefe dos publicanos, desobediente a Deus e corrupto (Lc 19.1-10). Nesse caso, como um crente em Jesus Cristo, liberto do poder do pecado, pode ainda desejar ser como Zaqueu, antes de seu maravilhoso encontro com Jesus?
Segunda pergunta para reflexão: Por que Zaqueu subiu naquela árvore? Ele estava sedento por salvação? Queria, naquele momento, ter comunhão com Jesus? Não. A Palavra de Deus afirma: “E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura” (Lc 19.1-3). Ele não subiu na figueira porque estava desejoso de ter comunhão com Jesus, mas porque estava curioso para vê-lo.
Terceira pergunta para reflexão: O verdadeiro adorador deve agir como Zaqueu, ou como o salmista, que, ao demonstrar o seu desejo de estar na presença de Deus, afirmou: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Sl 42.1,2)? Será que o pecador e enganador Zaqueu tinha a mesma sede do salmista? Por que um verdadeiro adorador desejaria ser como Zaqueu?
Mas o hit “evangélico” continua: “Só pra te ver, olhar para ti e chamar sua atenção para mim”. Outra pergunta para reflexão: Será que precisamos subir o mais alto que pudermos para chamar a atenção do Senhor? Zaqueu, segundo a Bíblia, subiu na figueira por curiosidade. Mas Jesus, olhando para cima, lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Observe que não foi Zaqueu quem chamou a atenção de Jesus. Foi o Senhor quem olhou para cima e viu aquele pecador perdido e atentou para ele (cf. Mt 9.36). O processo de salvação nunca começa no ser humano, mas se inicia em Deus (Fp. 2.13), afinal de contas a salvação é uma dádiva graciosa dele, da qual não merecemos nada.
A atitude de Zaqueu que nos serve de exemplo não foi o subir, e sim o descer, para atender o chamamento de Jesus: “E, apressando-se, desceu, e recebeu-o com alegria” (Lc 19.6). Por conseguinte, pergunto: O adorador, salvo, transformado, precisa subir para chamar a atenção de Jesus? Não. Na verdade, o Senhor está com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15). Espiritualmente falando, Ele atenta para quem desce, e não para quem sobe (Sl 138.6; Lc 3.30).
Mais uma pergunta para reflexão: Se a atitude que realmente recebe destaque, na história de Zaqueu, foi a sua descida, por que a canção enfatiza a sua subida? O mais lógico não seria cantar “Como Zaqueu, eu quero descer”? Reflitamos.
A composição não é de todo condenável, pois o adorador que se preza deve mesmo cantar: “Eu preciso de ti, Senhor. Eu preciso de ti, ó Pai. Sou pequeno demais, me dá a tua paz”. Mas, a frase seguinte provoca outra pergunta para reflexão: “Largo tudo pra te seguir”. Estamos mesmo dispostos a largar tudo para seguirmos ao Senhor? E mais: É preciso mesmo largar tudo para segui-lo?
O que o Senhor Jesus nos ensina, em sua Palavra? Em Mateus 16.24, Ele disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”. Renunciar não é, necessariamente, abandonar, largar, mas pôr em segundo plano. A própria família pode ser um obstáculo para um adorador. Deve ele, nesse caso, largá-la, abandoná-la? Claro que não! Renúncia equivale a priorizar uma coisa em detrimento de outra.
Não precisamos largar a família, o emprego, etc. para seguir o Senhor! Mas precisamos considerar essas coisas secundárias ante a relevância de priorizar a comunhão com Jesus (Mt 10.27). Nesta última passagem vemos que o adorador deve amar prioritariamente o Senhor Jesus, mas sem abandonar tudo para segui-lo! Não confundamos renúncia com abandono. O que devemos largar para seguir a Jesus é a vida de pecado, e não tudo.
A canção continua: “Entra na minha casa. Entra na minha vida”. O compositor se refere a Zaqueu, mas não foi este quem convidou o Senhor para entrar em sua casa. Na verdade, foi Jesus quem lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Nota-se, pois, que esta parte da canção não é essencialmente cristocêntrica, e sim antropocêntrica. Ela não prioriza a obra que Jesus faz na vida do pecador, e sim o que o homem, o ser humano, faz para conseguir o que deseja. Enfatiza a auto-ajuda, e não a “Ajuda do Alto”.
Outra pergunta para reflexão: Um verdadeiro adorador, um servo de Deus, alguém que louva a Jesus de verdade, que canta louvores ao seu nome, não é ainda uma habitação do Senhor? Por que pedir a Ele que entre em nossa casa e em nossa vida, se já somos moradas de Deus (Jo 14.23; 1 Co 6.19,20)?
A parte mais contestada da composição em apreço sinceramente não me incomoda muito: “Mexe com minha estrutura. Sara todas as feridas”. Que estrutura seria essa? No Salmo 103.14 está escrito: “… ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”. Deus, é claro, conhece-nos profundamente. Creio que o compositor tomou como base o que aconteceu com Zaqueu. O seu encontro com o Senhor mudou a sua vida por completo, “mexeu com a sua estrutura” (Lc 19.7-10). Deus faz isso na vida do pecador, no momento da conversão, e continua a transformar os salvos, a cada dia (2 Co 3.18).
Quanto a sarar feridas, o Senhor Jesus de fato nos cura interiormente. Mas não pense que estou aqui defendendo a falsa cura interior, associada a regressão psicológica, maldição hereditária, etc. Não! O Senhor Jesus, mediante a Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo, cura os quebrantados do coração, dando-lhes uma nova vida (Lc 4.18; 2 Co 5.17).
Diz ainda a canção: “Me ensina a ter santidade. Quero amar somente a ti. Porque o Senhor é o meu bem maior”. Sendo honesto e retendo o que é bom na composição (1 Ts 5.21), Deus, a cada dia, nos ensina a ser santos, em sua Palavra (Hb 12.14; 1 Pe 1.15-25). Além disso, Ele é, sem dúvidas, o que temos de mais precioso mesmo e, por isso, devemos amá-lo acima de todas as coisas (2 Co 4.7; Lc 10.27).
Quanto à última frase “Faz um milagre em mim”, o compositor comete um grosso erro de português, muito constante na mídia, assim como “Faz um 21”. Na verdade, no caso da canção o correto seria: “Faze um milagre em mim”. E, no caso da Embratel: “Faça um 21”.
Diante do exposto, que os pecadores, à semelhança de Zaqueu, desçam, humilhem-se, a fim de receberem a gloriosa salvação em Cristo (Lc 18.9-14). E quanto a nós, os salvos, os verdadeiros adoradores, em vez de subirmos o mais alto que pudermos, que também desçamos a cada dia, humilhando-nos debaixo da potente mão de Deus (1 Pe 5.6), a fim de que Ele nos ouça e nos abençoe (2 Cr 7.14,15).

Texto original de Ciro Sanches Zibordi

Mensagens sobre o livro de Jó.

Amados irmãos(ãs) e amigos(as), o pastor Airton Williams antigo pastor de nossas igreja começou a pregar uma série de sermões sobre o sofrimento, a partir do livro de Jó, tendo em mente compreender como aquele homem sobreviveu a tantas perdas e dores. Estas mensagens, estão sendo disponibilizadas no blog do Pastor: http://www.airtonwilliams.blogspot.com/, de forma escrita e no blog da igreja episcopal de Brasilia, http://www.episcopaldf.blogspot.com/.blogspot.com, você terá acesso ao áudio e vídeo destas mensagens. Vale a pena conferir...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Jovens!!! Sola Escriptura!

Sola Scriptura é uma expressão latina, que significa só escritura, e dá nome a doutrina protestante histórica acerca da suficiência das Escrituras: Acreditamos que somente a Escritura é nossa regra de fé e prática, completa e suficiente.

Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando. Deuteronômio 4:2

Quando ouvimos esse termo, sola scriptura, e a própria Palavra de Deus falando sobre si mesma, pensamos que não há o que se discutir, que todos os cristãos acreditam nisso, no entanto, na prática, não é bem assim. Muitos afirmam que a Bíblia é sua regra de fé e prática, porém, sem entender o sentido exclusivista dessa afirmação. Ela significa que não há nada além das Escrituras, não há nada a mais nem a menos, não podemos alterá-la de forma alguma, não podemos acrescentar nada além do que está escrito. Apenas as Escrituras constituem a Palavra de Deus. Vivemos num século em que a verdade da suficiência das Escrituras vem sendo atacada de diversas formas. As vezes sutilmente, como exemplo a inclusão na igreja de algumas práticas como as doutrinas relacionadas a Maria, a cerimônia do apelo que é feita em algumas igrejas, chamando algumas pessoas que supostamente acabam de ser tocadas pela mensagem a frente da igreja, o ato de se confessar com o padre. Outras vezes essa verdade é atacada de forma mais agressiva com novas revelações interpretadas como dons extraordinários. Essas práticas não têm nenhum suporte bíblico.
Lutero observou: Qualquer ensino que não se harmonize com a Escritura deve ser rejeitado, mesmo que chovam milagres todos os dias.¹ A palavra de Deus não é contestada apenas nos nossos dias, os reformadores tiveram sua própria versão disso no século XVI.
A história mostra a existência de problemas tanto de redução das Escrituras como do seu acréscimo. Como exemplo de redução, o antigo herege Marcion rejeitava as partes do Novo Testamento que se referiam ao Deus do Antigo Testamento ². Outra forma de redução foi a obra empreendida por Rudolf Bultmann, afirmando sobre a Bíblia, que isso tudo é linguagem mitológica. Como exemplo de acréscimo temos a inclusão dos livros apócrifos pela igreja católica e as incontáveis novas revelações pelo movimento pentecostal. Devemos estar nos perguntado o que isso tudo tem a ver conosco, jovens.

Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. Eclesiastes 11:9

A Bíblia nos exorta a nos alegrarmos na nossa mocidade, porem também nos avisa que de todas as coisas Deus nos pedirá conta. Nós, jovens, temos a tendência de inovar, e por vezes caímos no erro de exagerar ou de diminuir a Palavra de Deus. Devemos tomar cuidado pois vivemos num tempo em que, em nosso meio, alguns não acreditam na Bíblia de forma literal, um exemplo disso são os constantes debates, que colocam em dúvida a verdade dos livros de Gênesis e Jonas. Novas revelações suplantam e até substituem a Bíblia e moldam a igreja à cultura e não a cultura à igreja. Alguns jovens querem crer que é necessário achar uma saída para a verdade sobre o sexo apenas depois do casamento, outros trazem diversos modismos da música secular para os cultos.
Devemos estar atentos, pois tudo isso é ir contra a verdade da Bíblia. É ir contra a revelação de Deus para nós.

Oremos para mantermos firmes os ensinamentos bíblicos acerca de sola scriptura.

¹ Sola Scriptura - (editora Cultura Cristã) - 1ª edição - 2000
² A Inspiração e Inerrância das Escrituras (Hermisten M. P. da Costa) - (editora Cultura Cristã)

* texto retirado do site da ump - www.ump.org.br.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009












momentos de reflexão em volta da fogueira e momentos de descontração com brincadeiras, no sábado de jantar em nosso acampamento.



Churrasco Dos meninos no acampamento








Foto dos meninos em um churrasco madrugadino no nosso acampamento.


150 Anos da IPB















Alguns de nossos jovens indo ao culto dos 150 anos da IPB no Ginásio do Ibirapuera, nesta foto estão (da esquerda p/ a direita): Rebeca, Andressa, Débora, Fernando e Pastor Amauri. Outros jovens foram ao culto mas não estão na foto.